Não é de hoje que me interesso por iluminação com leds e sistemas alternativos para geração de energia elétrica, mas na última semana, após um tempo considerável sem pesquisar sobre o assunto, tive uma grata surpresa. O número de projetos sendo desenvolvidos no Brasil cresceu muito, principalmente nas regiões norte, nordeste e sul. A energia solar tem se destacado neste aumento, mas projetos que envolvem a energia eólica (dos ventos) também ganham força em algumas regiões.
A energia do sol já é amplamente utilizada no aquecimento de água e hoje é comum que construções residenciais já sejam projetadas para receber coletores solares. O próprio Governo já inclui o aquecimento solar em novas escolar, creches e conjuntos habitacionais por padrão. Mas o que me chamou atenção foram os projetos que utilizam a energia fotovoltaica, que é a geração de eletricidade por meio da luz do sol.
Esta forma de energia tem sido usada, pelo poder Público, para bombeamento de água, atendendo a comunidades carentes afastadas dos centros urbanos, na eletrificação de creches e escolas públicas, postos policiais, em projetos de eletrificação residencial e ainda na iluminação pública. Já a iniciativa privada procura reduzir seus custos na piscicultura, irrigação, cercas elétricas dos rebanhos alem da eletrificação de torres remotas de telecomunicações.
Cresceu também o uso da energia eólica (dos ventos) para a geração de eletricidade. Já existem em funcionamento no Brasil, 7 fazendas eólicas e outras 47 já foram outorgadas, como consta nos dados divulgados pela ANEEL.
Mas, como toda boa notícia vem sempre acompanhada da ruim, esta não poderia ser diferente. Embora estejamos dando nossos passinhos no sentido da produção de energia limpa, continuamos a passos largos na produção de “energia suja”, já que outras 134 Termelétricas se juntarão às 618 já instaladas.
Mesmo apresentando um rendimento muito inferior, as Termelétricas utilizam a queima de combustível (normalmente petróleo, carvão mineral ou gás natural) para produzir vapor e este impulsionar a turbina que gerará a energia elétrica. Neste processo apenas 38% do calor gerado na queima será transformado em eletricidade. O restante será perdido. Além de quase ineficaz, este processo resulta em grande poluição e consumo de combustíveis fósseis (não renováveis).